Encerramento do Novembro Azul é celebrado entre SES e Funesa

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Foto: Paula Toquinho
Campanha segue a diretriz da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem

No encerramento da campanha Novembro Azul, a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Coordenadoria de Promoção e Prevenção a Saúde (COPPS), realizou, nesta sexta-feira, 30, um momento de informação e conscientização sobre a saúde integral do homem para os servidores da instituição. A ação, ‘Boteco Sr. Bigode’, contou com aferição de pressão arterial, testes de glicemia, dinâmicas, e da palestra “Cuidar da saúde também é coisa de homem”, ministrada por Demétrio Reis, referência técnica da Saúde do Homem da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Celebrada nacionalmente, a campanha segue a diretriz da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), que promove ações de saúde que contribuam significativamente para a compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos socioculturais e político-econômicos, respeitando os diferentes níveis de desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e tipos de gestão de Estados e Municípios.

Segundo o servidor Francisco Santana,  especialista em Políticas Públicas e Educação em Saúde da Funesa, a atenção que o homem dispensa para cuidar da própria saúde é histórico,  visto que, nas estatísticas, as mulheres vivam anos a mais que os homens. Ele afirma que essa causa tem uma explicação biológica/científica, mas que já existe uma mudança  do comportamento dos homens em relação à essa iniciativa e que as mulheres têm uma parte importante desta conquista.

“O melhor remédio é a prevenção”

“O SUS assumiu essa política de fomentar a mudança de comportamento do homem em relação à sua própria saúde e a Funesa, a partir do momento que abraça essa causa, uma vez que é uma extensão do próprio SUS, faz uma contribuição de grande importância para  o próprio Sistema Único de Saúde”, pontuou Francisco. Ele também informou que sabe-se que as pessoas não adoecem e morrem de imediato, mas que doença vai se agravando e consome mais recursos do próprio sistema e que por isso é estratégico investir em prevenção e isso aqui é uma ação de  prevenção  e promoção à saúde fundamental para população masculina.

Para Demétrio Reis, referência técnica da Saúde do Homem da SES, a questão  da  saúde integral do homem diz respeito ao estimulo ao autocuidado que, infelizmente, no caso do homem, não é realizado desde cedo, desde criança; e que as mulheres já têm esse estímulo de uma forma mais institucionalizada que o homem. “É importante frisar que a relação do Novembro Azul com câncer de próstata é uma forma equivocada de pensar que somente quanto estivermos com cinquenta anos ou mais devemos procurar fazer consultas e exames. A proposta da saúde  integral  do homem diz respeito a tudo que envolve a pessoa, além de estar ligada à maneira que construímos a relação de cuidado.  No senso comum percebemos que os homens são bem menos cautelosos. Em questão de sensibilidade, as mulheres desenvolvem muito mais cedo que o homem”, destacou.

Foto: Paula Toquinho

Durante a explanação, Demétrio também abordou a ideia de distinção das características humanas entre homem e mulher. Ele explicou que a concepção foi criada com base na masculinidade e  feminilidade, com a cultura de que o homem tem que ser forte, suportar a dor e que não  precisa compartilhar situações emocionais, mas, em contrapartida, as mulheres fazem muito mais isso e que é necessário transformar esse pensamento. “São questões que já poderiam ser trabalhadas, pois sabemos que o autoexame traz a possibilidade de nos conhecermos, percebermos nosso corpo e seu desenvolvimento e ajudar na detecção de algumas doenças”.

O diretor administrativo-financeiro da Funesa, Thiago Franco,  a importância que esse trabalho tem para a sociedade. “A função de promoção, prevenção e conscientização deve ocupar os espaços. É preciso desconstruir alguns preconceitos que o homem ainda  possui, principalmente com a atenção voltada a si mesmo. Vivemos em um tempo em que estudos voltados à saúde avançam cada vez mais, mas nossas práticas também precisam evoluir”.

De acordo com Sandra Ribeiro, coordenadora de Promoção e Prevenção à Saúde, o novembro azul não se resume aos cuidados com a próstata, mas para alertar o público masculino sobre os cuidados com a saúde de forma integral. “Infelizmente os homens não têm a cultura de tratar da própria saúde desde cedo, então o Novembro Azul serve para chamar atenção justamente sobre esse cuidado, pois a expectativa de vida do homem é, em média, dez anos a menos do que a das mulheres. Devido a esse tabu, trabalhamos o tema em uma roda de conversa com o Demetrio Santana, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde”, ressaltou.

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem

Demétrio Reis | Foto: Paula Toquinho

Para atingir o seu objetivo geral de promover a melhoria das condições de saúde da população masculina adulta (20 a 59 anos) do Brasil, o plano é desenvolvido a partir de cinco eixos temáticos: Acesso e Acolhimento; Saúde Sexual e Reprodutiva; Paternidade e Cuidado; Doenças prevalentes na população masculina; Prevenção de Violências e Acidentes. Lançada em 2009, essa política vem ao encontro da equidade de gênero que se faz presente na agenda mundial há mais de duas décadas, sendo o Brasil um dos países pioneiros em instituir a Saúde do Homem enquanto área técnica do governo federal.

As diferenças de morbi-mortalidade entre homens e mulheres são amplamente conhecidas: os homens morrem mais cedo, morrem principalmente por causas externas (acidentes e violências), são mais suscetíveis às doenças cardiovasculares, possivelmente pelos comportamentos de risco mais frequentes, procuram menos os serviços de saúde, por limitação de tempo e, principalmente, pela falsa autopercepção da sua infalibilidade física e mental.

 

Por Ascom Funesa