SES e Funesa capacitam profissionais sobre Ações Básicas no Controle da Hanseníase

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Enfermeiras e enfermeiros que atuam na área de Atenção Básica dos municípios sergipanos, participaram, nesta quarta-feira, 22, da qualificação de “Ações Básicas no Controle da Hanseníase”, que tem o intuito de ampliar o diagnóstico precoce da hanseníase e possibilitar um tratamento oportuno. A ação, realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Coordenação Geral de Vigilância Epidemiológica, em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), através da Coordenação de Educação Permanente e Pós-Graduação (COEPG), foi voltada, principalmente, aos profissionais que possuem perfil de multiplicador.

A enfermeira Roberta Silva, que é coordenadora de Vigilância em Saúde de Siriri, ressaltou que a inciativa é enriquecedora para os municípios, sobretudo para os enfermeiros porque a Hanseníase a doença é muito antiga e só teve crescimento. “É muito positivo trocarmos experiências, pois apresentamos detalhes importantes e a habilidade da facilitadora contribui para o nosso conhecimento. Dessa forma, enquanto multiplicadores, podemos transmitir esse conteúdo a outros profissionais. Com essa atividade, trabalhamos um olhar diferenciado em relação à avaliação dos pacientes e como fazer uma nova abrangência”.

De acordo com a facilitadora do curso, a referência técnica da área de hanseníase da SES, Mariamália Newton Andrade, o Brasil é o segundo país do mundo em casos de Hanseníase e Sergipe é endêmico nessa patologia. “Capacitamos enfermeiros para que eles possam suspeitar do caso da doença e avaliar o paciente em sua totalidade, não apenas examinando a pele, mas nervos periféricos e órgãos, além de conduzir para a terapêutica adequada”, explicou.

Hanseníase

A hanseníase é uma doença crônica granulomatosa, proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium leprae. Esse bacilo tem alta infectividade e alto potencial incapacitante, diretamente relacionado ao poder imunogênico do M. leprae. O domicílio é apontado como importante espaço de transmissão da doença, que parece ser uma das mais antigas que acometem as pessoas, embora ainda existam lacunas de conhecimento quanto aos prováveis fatores de risco, especialmente aqueles relacionados ao ambiente social. A melhoria das condições de vida e o avanço do conhecimento científico modificaram significativamente o quadro da hanseníase, que atualmente tem tratamento e cura.

Apesar da importante redução do coeficiente de prevalência de hanseníase no Brasil, algumas regiões demandam intensificação das ações para eliminação da doença, justificadas por um padrão de alta endemicidade. É necessário intensificar as ações de vigilância da hanseníase, voltadas especialmente à maior efetividade no diagnóstico e tratamento da doença, especialmente nas regiões que apresentam maior concentração de casos.

Responsável pela ação, a analista educacional da Funesa, Maria Gorete da Rocha, destacou a importância do contínuo aperfeiçoamento dos sistemas de informação. “É uma atividade fundamental para garantir o adequado monitoramento da situação epidemiológica da hanseníase no Brasil e para contribuir com a meta de eliminação da doença como problema de saúde pública”.

A principal forma de prevenir a instalação de deficiências e incapacidades físicas é o diagnóstico precoce. A prevenção de deficiências (temporárias) e incapacidades (permanentes) não deve ser dissociada do tratamento. As ações de prevenção de incapacidades e deficiências fazem parte da rotina dos serviços de saúde e recomendadas para todos os pacientes.

Desde 2013, o Estado de Sergipe, em série histórica dos últimos cinco anos, apresenta uma média de 480 casos de Hanseníase, o que representa um coeficiente de detecção de 20,1 casos a cada 100.000 habitantes.