EdPopSUS: Capacitação dos Educadores para o Curso de Aperfeiçoamento acontece na Funesa

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Educandos e educadores possuem saberes que são fontes de conhecimento e geram troca de experiências que podem ser aplicadas em seus territórios. Essa é a premissa do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde (EdPopSUS), iniciado nesta segunda-feira, 4. A capacitação, que segue até esta quarta-feira, 6, é fruto de uma parceria entre a Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio de convênio celebrado  entre a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Movimento Popular de Saúde – MOPS e a Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular e Saúde (Aneps). Articulado com a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEP-SUS), a iniciativa ocorre a partir de solicitações feitas pelas secretarias municipais de saúde de Sergipe.

Uma das iniciativas do EdPopSus, por meio dos seus cursos, é construir possibilidades de apropriação coletiva e individual das bases político-pedagógicas da PNEP-SUS. De acordo com a integrante da Coordenação Nacional do Curso de Aperfeiçoamento de Educação Popular em Saúde e apoiadora pedagógica do curso, Irene Leonore Goldschmidt, a importância de formar novos educadores é que, além de desenvolver as turmas, formarão outras pessoas, em um processo de multiplicação nos territórios. “Eles estão sendo preparados para se relacionar com as turmas, porque acreditamos que educandos e educadores possuem saberes. Os educandos participam desse processo de formação como se fossem educandos do curso, então toda essa metodologia da Educação Popular já é utilizada nesse processo. Então eles vivenciam o processo para depois levar aos seus territórios”, explica.

O curso foi um projeto desenvolvido pelo Ministério da Saúde, financiado entre 2016 e 2018. Irene afirma, ainda, que “apesar de o projeto não ter sido renovado, a equipe da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz manteve o interesse em desenvolver essa política e estimular esse processo e utilizou seus recursos para rodar mais material e oferecer aos estados que querem desenvolver o curso por iniciativa própria, como acontece com Sergipe. A Escola fornece o material didático e o processo de certificação, através de um sistema de gestão acadêmica, além de um apoio pedagógico”.

Executado em Sergipe desde 2013, o EdPopSUS qualifica as práticas educativas dos profissionais de saúde, agentes comunitários, agentes da vigilância em saúde e outros profissionais da Atenção Básica, além de integrantes de movimentos sociais e lideranças comunitárias. O curso discute vários eixos, a exemplo do Controle Social, como fortalecer o SUS, como implantar a equidade como princípio do SUS, como resgatar o trabalho do agente comunitário, unidades de saúde e o SUS, o cuidado em saúde integral, a importância do trabalho no território, etc.

Para Simone Leite, coordenadora do Movimento Popular de Saúde de Sergipe – MOPS e apoiadora do EdPopSUS, no início era apenas sensibilização e agora é um aperfeiçoamento, de acordo com a PNEP-SUS.  “Esse resgate e forma de fazer com a metodologia construída coletivamente e, com apoio da Fiocruz, continuamos com 12 turmas. Uma novidade é que estamos dentro da Universidade também. Com o apoio das Prefeituras, da Universidade Federal de Sergipe, do Estado, da Funesa, a gente que faz o MOPS e está no Conselho Nacional de Saúde, pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde (Neps), vemos que é possível fazer esse trabalho de forma coletiva. É muito gratificante ver a integração da comunidade com estudantes e professores. Essa coletividade mostra que o SUS, com todos os problemas, se tiver uma integração local, o trabalho acontece. É um processo muito bonito de construção que a gente aposta e acredita que é possível, sobretudo pela extensão que isso ganha”, ressalta.

A coordenadora estadual do curso e diretora geral da Funesa, Lavínia Aragão, ressalta que trabalhar com Educação Popular é, “acima de tudo, defender e acreditar nisso para a vida e não é apenas estar como educador em um espaço de atividade do projeto. Estamos desde o início do projeto e, de lá pra cá, viemos construindo viabilidades pra continuar com o projeto. Impactou tantos processos de trabalho que os próprios gestores municipais começaram a solicitar a continuidade e se comprometeram com a contrapartida”.

Ainda segundo Lavínia, é uma política que gera mudança na vida. “Quando doamos pra esse movimento, recebemos muito mais. Muda nossa vida. Produz um sentimento totalmente diferente. A proposta é que as pessoas se sintam em casa, por isso que estamos em roda o tempo todo. É um espaço de troca de saberes. Cada experiência é uma experiência, cada oficina de formação pedagógica é uma oficina, cada etapa é uma etapa. Cada vez é uma experiência diferente”, diz.

 

 

 

 

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