Carro fumacê complementa ações do Governo no combate ao Aedes Aegypti

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Foto: Flávia Pacheco/SES

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Núcleo de Endemias, esclarece à população que as unidades de UBV (Ultra Baixo Volume) – carros fumacê são destinadas ao controle do Aedes aegypti, mosquito que causa a dengue, zica e chikungunya, mas que seu uso obedece a critérios, haja vista que a aplicação do veneno causa danos ambientais, atingindo diversos ecossistemas, mas também podendo afetar a saúde de animais maiores e até de humanos. Este ano, o carro fumacê, que é administrado pela SES, através da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), esteve em 20 municípios, a pedido dos gestores.

De acordo com a gerente do Núcleo de Endemias, Sidney Sá, o critério maior para que o carro fumacê seja disponibilizado é o índice de infestação do vetor naquela localidade. “Neste caso, o carro fumacê entra em ação para complementar o trabalho que é feito pelos agentes de endemias durante as visitas domiciliares. Então, a utilização desta ferramenta é consequência de uma situação que ultrapassou o índice de infestação esperado”, disse.

Outra situação em que o fumacê pode e deve ser utilizado é quando se trata de ação preventiva como ocorreu recentemente no município de São Cristóvão, que recebeu um grande número de turistas que foram prestigiar o festival de artes da cidade histórica. “Era então necessária uma atividade preventiva para manter o controle do vetor”, enfatizou Sidney Sá.

A gerente reforça que o carro fumacê não se destina ao controle da muriçoca, mas do Aedes.  “É claro que no momento que eu passo o fumacê, todos os vetores que estão naquele ambiente vão ser atingidos, alcançando a muriçoca, a abelha, borboleta, lagartixa e até humanos”, enfatizou Sá, orientando os cidadãos a procurarem as secretarias de saúde dos seus municípios porque são elas que dão a primeira resposta ao Aedes, com a ação dos agentes de endemias.

Outra orientação deixada pela gerente é direta para os cidadãos. “O que nós temos que fazer é receber os agentes de endemias, abrir-lhes as portas para que eles possam olhar a casa, devemos acompanhar a visita dos agentes e ouvir as suas orientações para que a gente consiga controlar o vetor que transmite a dengue”, aconselhou.

Para 2020, as ações da SES para o controle do Aedes incluem a manutenção em atividade da Brigada Itinerante de Combate à Dengue. A ideia é fazer frente a um período de risco maior que é o verão, quando ocorrem as chuvas de trovoada, mas o clima está bem quente, e aqueles lugares que armazenam água, como os vazinhos de planta, ficam esquecidos no quintal. Segundo Sidney Sá, é nesse momento que o vetor aumenta a sua população.

“Então, é preciso estar em alerta. Sergipe não viveu um ano muito confortável em 2019, com um número bastante significativo de óbitos, embora o de casos confirmados não se caracterize em epidemia. Mas foi um ano que nos surpreendeu”, declarou, sugerindo aos gestores municipais continuarem em alertas, embora com a chegada das festas de fim de ano ocorram recessos. Ela sugere que esses períodos não se prolonguem muito.

Secretaria de Estado da Saúde

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